segunda-feira, 20 de abril de 2009

Milford Sound

Na noite anterior consegui convencer Rodrigo e Vânia à irem comigo no outro dia para “Milford Sound”, mostrei por A + B que seria nossa melhor opção pois não saberíamos nunca quando iríamos de novo aquele lugar e que estávamos tão pertos e deveríamos aproveitar a oportunidade. Fizemos todos os cálculos de gastos e então decidimos ir dormir cedo para que pudéssemos sair cedo e pegar a estrada, pois segundo a moça do hostel. It takes about Five hours to GO to Milford Sound. Cinco horas para ir (acredite ou não os 290km que separam Queenstown de Milford), cinco horas para voltar e a previsão era de dirigir por mais 10 horas.
Tudo decidido e vou dormir e tentar descansar um pouco. Ops, não me esqueci do Caio, ele não cogitou a possibilidade de ir, pois estava sem dinheiro.
Acordo umas 6:30, tomo uma ducha, como alguma coisa e pegamos a estrada novamente. Todo mundo feliz, carro um pouco mais leve, incerteza do que iríamos ver, mas eu estava empolgado com o fato de que tudo estava dando absolutamente certo. E claro o amanhecer era algo como isso:


7:00 abastecemos o carro e pegamos à estrada. Alguns minutos de estrada e me deparo com essa imagem. Parece que o dia prometia.

Passamos por alguns campos onde se produz isso ai que mostra na foto. Grandes rolos de grama (algo parecido com isso) que depois eu descobri que eles ou vendem ou guardam para o período do inverno e serve para alimentar os animais.

Muitas ovelhas, mas eu não parei para tirar foto com nenhuma, pois estava meio ansioso com o que poderia ver mais a frente. Os pontinhos em branco nessa foto são sim ovelhas.

Algumas horas depois chegamos a Te Anau. Estávamos mais ou menos na metade da viagem de ida e nada de muito extraordinário e apenas o fato de que o tempo começou a ficar um tanto quanto nublado e isso seria ruim para nossas fotos.
Perto de Te Anau nos deparamos com o primeiro grande Lake, acho que o maior Lake que vimos o nada mais nada menos que Lake Te Anau, começo a imaginar cenas do filme Senhor dos Anéis (por favor, não se empolguem, pois não passamos por nenhum canto de filmagem), mas faço um breve pit-stop para fotos e claro apreciar a imagem.




As estradas são bem sinalizadas e durante esse percurso a todo o momento tem se ponto de parada para turistas, o que facilita nosso trabalho e também existem vários pontos para você acampar nessas paisagens. Encontramos com um casal em uma “caravan” acampando nesse primeiro lago, e pense que a inveja chegou com força, cadê tu heim Jeicy pra nós acamparmos também??? Só um detalhe de que nesses cantos tem banheiro publico e com papel higienico.
Mais à frente passamo-nos por um grande Vale.
Depois alcançamos outra parada turística onde encontramos 3 ônibus com vários japinhas engraçados e maníacos por fotos. A parada é no “Lake Mirror”, pelo nome da pra imaginar o motivo. Detalhe para a placa na terceira foto pra quem não é imaginativo.


A partir daí começam a surgir uma coisa boa e outra coisa ruim. A coisa boa é que começam a surgir as cachoeiras e a coisa ruim é que começa a chover.

Estamos chegando perto do nosso destino e temos que passar por um túnel que só é uma mão e que algumas horas tem um sinal e outras não e que demora mais ou menos uns 10 minutos a travessia e por isso pegamos uma fila de uns 3 carros e tivemos que esperar alguns minutos mas a paisagem é linda e ainda apareceu um pássaro amistoso.


Chegamos ao nosso destino então. Milford Sound não tem nada alem do passeio de barco. Não existe bem uma cidade e acredito eu que só tem algumas acomodações para as pessoas que estão de viagem e pra o caso de alguma rodovia estar fechada (aqui é muito comum isso e a todo momento você pode ver placas avisando se a rodovia está aberta ou fechada, e tem tipo uns portões acredito eu devido as montanhas e a tal da neve). Estava chovendo e o tempo estava bem nublado o que nos desanimou para o passeio. Eu decidi que iria fazer o passeio de todo jeito. Convenci o Rodrigo de fazer o passeio comigo e a Vânia resolveu esperar por nos dois no carro. Comemos alguma coisa no carro enquanto não chega a hora do nosso passeio. Perto da hora, vamos até um centro turístico onde você pode escolher por que empresa deseja ir, em que horário e então compramos nossos tickets. O passeio custa entre 55-100 e o nosso custou NZ$ 65. A duração varia entre uma hora e meia a duas horas e meia. Perguntei ao carinha do guichê se o fato de está chovendo não atrapalharia nosso passeio e o que iríamos ver. Ele respondeu: “Se atrapalhasse não teríamos passeio aqui. A cada 10 dias 8 chovem aqui.” Na hora até pensei que era marketing do cara pra vender o peixe dele mas depois perguntei durante essa semana à outras pessoas que vivem aqui a muito tempo e elas disseram que era verdade sim e que lá chovia muito. Se você estiver sem fazer nada na internet dê uma olhada na previsão de tempo pra hoje de lá. (hehehheheh)

Bom o nosso barquinho chega e embarcamos. E durante uma hora e meia o que se segue é cachoeiras de todos os tamanhos passando quase por debaixo de nossas cabeças e é claro que eu tomei aquele banhoooooooooo, focas, algumas vezes você pode ter a sorte de ver pingüins mas nós não a tivemos, e paisagens como as que segue abaixo. Vendo fotos pode até parecer besta, sem graça, boring, nada demais, mas confesso que foi um dos passeios mais bonitos que eu já fiz até hoje (nada muito difícil pra quem vive no sertão) mas o lugar é muito bonito. Segundo definição do Wikipedia: “Milford Sound é um fiorde cavado pelo degelo nas montanhas e pela ação do vento. É o principal ponto turístico natural da Nova Zelândia. O fiorde se encontra no segundo ponto mais pluvioso do mundo e tem seu ponto culminante no Pico Mitre, a 1.692 metros de altura.”
Segue algumas fotos:











E depois do passeio pegamos a estrada, pois ainda tínhamos que voltar pra Queenstown. A viagem de volta não teve tanta parada, pois estava escuro e chovendo mas ainda rolou uma foto perto das ovelhas e outra foto eu tentando ver se Jeicy tinha me mandado uma carta nas engraçadas caixas de correio deles.



A volta foi bem tranqüila até que quase ficamos parados por falta de gasolina, pois como era noite alguns postos estavam fechados e quase que chegando em Queenstown na duvida entre se a gasolina ia dar ou não (Luzinha piscando e ainda me faltavam uns 20 km), achamos um posto onde você pode abastecer desde que pague com cartão e um pouco mais caro o litro, mas era nossa única opção e tivemos que aprender como abastecer. Eu não contei a vocês mas os postos aqui você que coloca a sua gasolina o que na primeira vez é bem estranho pra nós acostumados a o “amigo” frentista encher o tanque pra gente.

5 comentários:

Otaner disse...

Vitor.. as imagens compartilhadas, não ficam atrás de nenhum filme não.. muito bonitas!! muito mesmo.. valeu a pena! aproveita mais e enche esse hd de imagens!!
abraçooo

Jeicy disse...

Que fotos lindas meu amor!!! Muita saudade de você...

Unknown disse...

HUahuhauhuahuahuahua, vitoca, essa do amigo foi direcionada ao Pitcha hein!?!?! ida para maxara em 99, kkkkkkkkkkkkkkkkk...
Muito bacana as fotos, as cachoeiras são fantásticas (apesar da sua kbça grande cobrir parte das fotos), lugar irado, pelo menos mais da metade da sua trupe é animada...
Aproveita o treco aí viado veí...
abraços...
P.S: Pieguice continua em alta hein?!?!??!?!

Unknown disse...

Se fosse só pieguice ainda dava, mas tá demais.... Abraço por trás vitoca, tais precisando... E pelo Sport tudo.

diego melo disse...

carpus ia ficar triste sem os amigos deles... auauhauhauah