segunda-feira, 9 de março de 2009

THE TRIP

Opa, primeiro um recado pra namorada, becouse she is very important and so special for me. Baby i send a mail for you. Agora vamos aos acontecimentos.
A despedida foi dura, mas enfim parti para a tão esperada e ansiosa viagem. Não sabia o que me esperava e nem o que eu encontraria pela frente, não sabia nem ao certo quanto tempo duraria o voou e quão ruim seria. Li várias vezes na internet que a Airlines Argentina é a pior companhia aérea do mundo, Ok então vou esperando o pior. Não sabia que o pior viria e que nada teria a ver com a companhia.
As pessoas que me conhecem bem podem chutar e acho que com apenas uma tentativa saberão. Isso mesmo. Tiver dor de barriga durante o voou, mas foi uma dor diferente, não bastava ir ao banheiro. Fui varias vezes e NADA. Minha barriga parecia que ia explodir. Dores estomacais das mais pesadas que eu já houvesse tido. Ai você me pergunta: Como é a comida na AA? Não sei. Não consegui comer nada. As únicas palavras que eu falei durante os vôos até Auckland foram, “water, please!” e “Gracias” e claro a mais falada “where is the bathroom?”. Ok a parte da comunicação foi fácil. Foram 3 horas de São Paulo para Buenos Aires. Chegando no aeroporto em Buenos Aires às 23:30 sabemos as boas noticias. Nosso voou pra Auckland estava atrasado. O que seria 2:30 da manhã foi para 4:00. Vários brasileiros excitados com a viagem começaram a se agrupar e trocar experiências. Eu como estava com “problemas” fiz amizade com apenas um. Morou 3 anos e meio na Nova Zelândia e mora agora na Austrália faz 1 ano. Trabalha como chef de cozinha e não pensa em voltar para o Brasil. Ai veio à primeira dica: “Quando for atravessas a rua olhe para os dois lados com cuidado. Eu quase que morria quando atravessei a primeira vez.” Ok, primeira dica anotada.
Quando se esta doente o tempo passa devagar quase parando mas chegou 04 horas e pegamos o voou. Inda bem que eu me lembrei de pedir para o carinha em São Paulo me colocar na Saída de Emergência. E inda bem que chegamos cedo no aeroporto (obrigado Marcelo e Patricia (Marcelo...já soube do Ronaldo...hehehe Feliz mas não 100% ok )) pois o cara conseguiu me colocar no corredor da saída de emergência. Tenho certeza que se eu não tivesse com “problemas” eu teria aproveitado o voou. Não senti meus pés ou joelhos doendo, nada alem dos meus antigos “problemas”.
Depois de 12 horas ou 14, não sei ao certo, chegamos em Auckland às 09:00 da manhã do domingo. E veio as primeiras dificuldades e as primeiras vezes que pensei em sentar e apenas chorar, ou melhor, pegar o próximo voou de volta para o Brasil. Primeiro tentar sair e pegar minhas malas. O melhor a fazer é seguir todo mundo. Quando vi estava de frente da imigração. No voou recebemos um papel para preencher com alguns dados na qual seria conferido na imigração. Respondi quase tudo com facilidade, afinal não estava levando nada, nenhuma comida ou bebida, esse é o maior problema para eles e acho que tenho uma aparência NICE (eu sei que agora dinno e Abelardo estão rindo e pensando que eu sou louco), mas passei tão rápido pela imigração, vi pessoas mostrando todas as roupas, e abrindo tudo que é mala, a única coisa que o carinha me perguntou foi: “Are you a Japanese?” Cada pergunta uma gelada, mas consegui sair da imigração com tranqüilidade, afinal sou “limpinho”.
Estou em Aukland às 09:00 da manhã e meu voou para Christchurch é só as 18:30. O que fazer nesse tempo. Para que vocês saibam eu ainda estava com aqueles problemas e com aquelas dores, então pensei em pegar um hotel e tomar um banho e descansar e principalmente usar o banheiro com tranqüilidade. Então como achar um hotel barato e como chegar até lá. Esse foi o momento mais aterrorizante. Eu tentava me comunicar e não conseguia. É ruim demais quando você fala mais de 3 vezes a mesma frase e a pessoa por mais que tente te entender não entende nada e você também não entende nada. Então na mesma hora desisti de ligar para o Brasil, seria muito trabalho para uma pessoa doente (desculpa pai e mãe eu não ter ligado ainda, quando eu tenho chance é madrugada ai no Brasil e eu sempre penso em não atrapalhar vocês. Acho que quando vocês lerem isso, terão recebidos minha primeira ligação).
Existe um serviço aqui na nova Zelândia muito bom para viajantes. Nos aeroportos e em alguns pontos da cidade existem alguns lugares onde o visitante pode colher informação sobre acomodação, lugares para ir, como ir, aluguel de carros e tudo que você imaginar. Foi difícil, mas eu consegui. Bem mais caro do que eu pensei, mas valeu cada dólar que eu gastei, 55 dólares NZ por um quarto com banheiro (especifiquei bem que queria com banheiro) e o hotel pega você no aeroporto e depois o deixa no aeroporto. Esperei vários minutos e ninguém chegou para me pegar. Tinha algo errado. Descobri que eu estava esperando no lugar errado. Depois de resolver esse entrave, cheguei ao hotel. Preenchi uma ficha e fui para meu quarto. Tomei um bom banho e dormi por umas 3 horas. Foi salvador. Dei uma revigorada boa. O banho me salvou e eu não vou dizer aqui o que eu acho que me fez melhorar daquele “problema”, mas eu me sentia melhor. Hora de voltar para o aeroporto.
Cheguei cedo do aeroporto e tive uma grande surpresa. Eu posso estar errado porque meu inglês nunca me ajuda mas, pelo que eu entendi, eu só poderia viajar se minha mala tivesse apenas 25 kg. Não existia a opção de pagar o excesso como no Brasil. Então eu tive que retirar algumas coisas da mala e colocar na minha mochila (que já não cabia nada). Fiz isso (existem algumas balanças onde você mesmo pesa) e fui fazer meu check-in e deu 25,1 kg, a mulher disse: “Man, you cant fly with this bag. Please take off something.” Tirei uma camiseta e deu tudo certo 24,8 kg e eu poderia continuar minha viagem. Eu tinha algum tempo então resolvi comprar um cartão para telefonar pra Jeicy e para CASA. Nunca pensei que fosse tão difícil conseguir comprar um cartão. Existiam 3 tipos diferentes de cartão e eu não sabia a diferença. A mulher muito pacientemente tentou me explicar diversas vezes e de diferentes formas mas, eu educadamente disse: “Whatever, i want the first and I Will try.” Ela disse: “Good Lucky”. E sorriu como se tivesse feito tudo que pode para me ajudar e ficou meio desapontada em não conseguir. Fui então para o orelhão e tentei ligar pra casa. A moça do telefone disse que era impossível fazer essa ligação. Tentei ligar para Jeicy então e consegui ligar para ela, já era tarde mas, é muito confortante conversar com quem se ama. Thanks Baby on more time.
Peguei meu voou para Christchurch e estava me sentindo bem melhor. Arrisquei comer 2 pacotes de uma chips lá e em 2 horas estava pousando em Christchuch, e mesmo com a turbulência consegui aproveitar um pouco do voou e ver as paisagens de cima. Peguei minha mala e passei pela policia novamente para conferencia de mala, pessoal bem educado, pediu desculpas mais de 2 vezes por me fazer tirar meu notebook da mochila. Cheguei à saída e não tinha ninguém me esperando com plaquinhas.

3 comentários:

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Que bom que já passou e você sobreviveu! Depois vê direito essa história da mala, pois ainda tem a viagem de volta (sempre acumulando mais tralha)... Beijão

André Solino disse...

Faaaaaaaala Vitoca!!! Esses problemas estomacais são grandes companheiros de longa data, né isso??
Abracao